José Maclecio de Sousa
Ontem comprei um livro de poesia, Quintana, Da preguiça como método de trabalho. Num intervalo, havia, sobre o Diálogo. Mais ou menos, discorria que era a intercalação do tempo entre dois interlocutores. Que temos feito, senão, isto?! Uma gestação da gestão eficiente da palavra, sobretudo, do outro, que sempre sendo o problema e o incorrigível deve ser alvo da nossa ação iluminada de estimular e aceitar sua fala. Dosando adequadamente os silenciamentos, não em vista da necessária escuta e aceitação do outro epistêmico - no sentido frereano, que seja capaz em sua leitura legitima de mundo de contribuir com a autoria coletiva da necessidade do novo mundo "entrenós" - mas porque é uma forma de controle, dosagem, canalização de energias, simplificação didatizada do processo educativo, pseudo-democrática, pseudo-dialógica. Trazendo em Freire, o meu assunto, junto ao Quintana, modifico a conversa. Posso, Quintana? Vem com a gente Paulo? Começo por sugerir e nos colocar com os dois interlocutores do poeta. Sem mais dizeres, ouvindo eles. Esperando a intercalação. Compreendendo o jogo de inter-calação. Seria possível tirarmos o intervalo? Pedimos, falem ao mesmo tempo, por favor! Como assim não nos entenderíamos, diriam. Pois, bem. Peço que re-digam o que o seu par interlocutor disse. Ops! Não consigo, estava a preocupar-me com a importância da minha fala. Pois que refaçam o dizer novamente. Desta vez, ouçam o outro. O fizeram. Mário e Paulo, permanecem mudos, olhando o ocorrido, entreolhando-se. Os interlocutores, um por vez se pôs a falar, e sabendo que re-diziriam se puseram numa escuta atenta do Outro. O que se percebeu disso, uma compreensão/interpretação do Outro, e por assim paulatinamente, uma aproximação de diferentes em termos de um mesmo assunto, que pouco a pouco ampliou-se, pouco a pouco tornou-se outro, educativo pois. Dialógico. Nesses termos, dizemos da Dialógica uma busca pelo Diálogo verdadeiro que Freire teceu em seus livros e em suas vivências políticas de educação. Nesse sentido político, é transformador, inclusive do nosso próprio conteúdo em relação aos desafios de mundo vivido. Na sua versão poética, é uma animação verdadeira das falas e dos encontros, revelando a boniteza do encontro com o Outro. Seriam estes os contributos da Dialógica Freireana para Educação, em particular para a EaD, compreender melhor os nossos enlaces políticos e estéticos educativos para melhor ensinar-aprender, por assim dizr Ser Mais Dialógico. =)domingo, 30 de junho de 2013
Dialogicidade e Paulo Freire: as possibilidades para a EAD
O diálogo na concepção freiriana é aplicável a qualquer modalidade de ensino, pois tem no seu ideal a aproximação professor e aluno e o desenvolvimento de uma relação igualitária na construção do conhecimento. Para a EAD, entendermos o que Paulo Freire coloca sobre diálogo torna-se fundamental para que se consiga ultrapassar as barreiras da distância e o processo de aprendizagem ocorra da melhor maneira possível.
Quando Paulo Freire coloca que o diálogo só pode existir se houver humildade isto implica em dizer que é necessário ser desenvolvido aspectos de respeito e colaboração entre os estudantes em espaços como fóruns, chats e outros trabalhos desenvolvidos em grupo no ambiente virtual.
Ao falar sobre ter fé nos homens e relacionando este pensamento de Paulo Freire com a EAD, implica em acreditar que todos são capazes de chegar mais adiante não subestimando-os e a cada momento provocando-os, por meio de valorização de seus conhecimentos e questionamentos para que os mesmos possam continuar a criticar seus conhecimentos e construir novos o que irá proporcionar inclusive a capacidade de aprender a aprender e a autonomia. Ao falar de esperança na pedagogia freiriana relaciona-se esta a percepção de cada um sobre a consciência do inacabamento e da necessidade da interação coletiva entre as pessoas para que possam desenvolver-se. Na EAD é fundamental a compreensão do inacabamento, de que não se é detentor de todo conhecimento e exatamente por isso deve interagir com o grupo e tutor para construírem juntos o conhecimento a ser discutido.
Os elementos colocados por Paulo Freire não acontecem de maneira isolada, estão imbricados e acontecem paralelos, assim na EAD é necessário desenvolver estes aspectos não como habilidades isoladas e sim como elementos essenciais para o processo de aprendizagem durante todo o seu percurso no curso.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Prática educativa libertadora e a Ead
O Método Paulo Freire, como ficou conhecido no Brasil e no mundo inteiro,
trazia uma inovação em sua proposta política-metodológica, pois não utilizava as
conhecidas cartilhas, tão comuns para alfabetizar naquela época e sim trabalhava com
palavras surgidas a partir do próprio universo do vocabulário dos educandos e com
temas geradores.
Tal Método ansiava que o adulto analfabeto a partir da leitura de uma palavra
pudesse, também, fazer uma leitura do contexto sócio-econômico e político no qual
estava inserido e para isso acontecesse muitas questões eram discutidas nos Círculos de
Cultura. Através de uma relação de diálogo os educandos ampliavam a compreensão da
realidade na qual viviam e com isso sentiam-se motivados para transformá-la.
“Politicidade do ato educativo” era o princípio que Paulo Freire defendia baseado em
seu pensamento no qual acreditava que a educação é um ato político.
Conscientizar através de uma relação dialógica entre educando e educador
tornou-se o fio condutor do processo de alfabetização de Paulo Freire. Promovendo uma
prática educativa libertadora, o conhecimento era produzido pela conscientização do
educando, partindo de uma análise crítica de sua realidade.
Podemos perceber a grande contribuição da teoria freiriana para a educação. A Ead deve ser um solo fértil para um prática educativa libertadora. Em que diferentes contextos vivenciados pelos alunos seja palco de discussão e reflexões quanto a política e a educação.
domingo, 23 de junho de 2013
ROTINA DE TUTOR
Quando fiz o curso de tutoria, a primeira atividade ao qual fui solicitada fazer foi um cronograma de atividades. Para sistematização das ações elaborei uma tabela com as as atividades do curso.
Inicialmente não compreendia a funcionalidade daquela atividade, considerava que era apenas uma forma de controle do tutor. Porém a prévia organização dos horários auxiliava as minhas ações como aluna e posteriormente como tutora.
A rotina passou a ser uma grande aliada para realizar as minhas atividades. Isso por que passei a organizar melhor as minhas atividades da semana. Distribuindo de forma homogênea o tempo e a dedicação em cada atividade.
No SOLAR os assuntos estão previamente disponíveis para os alunos, sendo necessário do tutor o acompanhamento contínuo e pontual das discussões no Fórum e Chat, assim como as devolutivas dos portfólios, blog e etc.
Por fim, a rotina para o tutor é essencial para o desempenho de suas atribuições, haja visto as muitas atividades que envolve o seu trabalho.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Olhando de Perto...
Sobre os elementos da
dialogicidade sugeridos por Paulo Freire, reitero a importância do diálogo. Ah o
DIALOGO... “é este encontro dos homens [e mulheres], mediatizados pelo mundo
para pronunciá-lo, não se esgotando, portanto, na relação eu-tu.
Esta é a razão porque não é possível o diálogo entre os que querem a pronúncia
do mundo e os que não a querem; entre os que negam aos demais o direito de dizer
a palavra e os que se acham negados deste direito”. Sem sombra de dúvidas o
diálogo vem dar suporte a todos os demais elementos uma vez que para ter amor é
necessário saber ouvir. O Tutor deve banhar-se de humildade para poder ver no
outro as dificuldades que o impedem de realizar as ações sugeridas e mediar as
situações de conflito não permitindo que o participante desista do curso.
Reconhecer no outro uma possiblidade e vê-lo como esperança de que irá
continuar o processo de aprendizagem. Como querer que o aluno tenha senso
critico se o tutor muitas vezes é intolerante ao outro e não tem aquele cuidado
de pelo menos ouvir o que aconteceu para fazer uma possível mediação com êxito.
Em minha prática como tutora busco o diálogo como fonte de saída para qualquer dificuldade
que se apresenta. Abraços
Na Era digital como aprendem os que ensinam?
Olá pessoal, em tempos de
internet e aprendizado em rede falar em educação on line é uma forma de se pensar
na democratização das formas de ensinar. Segundo Barros (2010), o tipo de
aprendizagem que ocorre no espaço virtual é aquele que se inicia pela busca de informações.
E aprender a buscar informações e geri-la é uma capacidade muito importante
para o processo colaborativo. E trabalhar
com o tempo e o espaço nas atividades de tutoria é um desafio para todos os
envolvidos. Aprender e ensinar nos ambientes virtuais deveria ter como
pressuposto principalmente o atendimento das individualidades dos
estudantes. Diante do entendimento de
como o cursista faz a gestão do seu tempo torna-se relevante para o sucesso ou
não da participação do cursista no processo. Dai é de suma importância que o
tutor também tenha esse olhar para os detalhes da vida do participante
devotando-lhe oportunidades para acompanhar todas as ações pedagógicas
envolvidas. Se o cursista aproveitar o tempo terá sucesso uma vez que não acumulará
as atividades propostas. E importante também o Tutor falar um pouco sobre sua experiência
de gestão do tempo como fator de sucesso na aprendizagem. O envolvimento do
cursista deverá ter foco na experiência dele em utilizar o tempo com sabedoria.
Sugiro sempre o máximo de aproveitamento do tempo para sucesso de qualquer
curso. Abraços!
Principais ações didáticas para o bom desenvolvimento de uma disciplina.
A seguir elencamos algumas ações didáticas para o bom desenvolvimento de uma disciplina. A fim de nortear as ações didáticas de um tutor, para que possam
refletir como exemplo para o aluno, é necessário que estejam presentes o
compromisso no envolvimento, planejamento e acompanhamento do mesmo desde
a participação nas atividades de capacitação promovidas pela instituição
até a finalização.
O
tutor deve compreender sua função como mediador no processo de ensino com
foco no desenvolvimento da autonomia do aluno.
Vale
ressaltar aqui a importância de uma boa formação inicial para os tutores bem como sua boa
participação. É ele que vai fazer a mediação da aprendizagem durante todo o
processo de formação.
Esse aprendizado do tutor refletirá numa boa prática onde
ocorrerá uma boa orientação, organização do tempo, atualização no ambiente
virtual, na comunicação efetiva entre a turma e a promoção do envolvimento dos
participantes quando na construção colaborativa do conhecimento.
Essas
ações irão colaborar para a construção do aperfeiçoamento profissional do
tutor.
Durante o processo é dado destaque ao tutor enquanto estimulador da
promoção dos participantes nas atividades sugeridas, na compreensão da
necessidade de sempre motivá-los para a construção da própria
aprendizagem chamando atenção para que possam se dedicar mais
aos estudos; esclarecer sobre as propostas das atividades diárias, o tempo
previsto para a resolução das
atividades, as orientações sobre como será a avaliação.
Após a finalização do curso
torna-se interessante que o tutor faça suas considerações a cerca do processo
fazendo agradecimentos e orientando sobre certificados e outras questões que
possam ter ficado pendentes. Abraços!
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