terça-feira, 30 de abril de 2013

Tempo e espaço na tutoria

"(...) como as mudanças de tempo e espaço introduzidos pelos processos pedagógicos virtuais podem influenciar o trabalho docente? E você? Como trabalha com o tempo e o espaço nas atividades de tutoria?"

Algo é certo: o campo da educação nunca mais será o mesmo depois da invenção e popularização das tecnologias de comunicação modernas.

Podemos, às cinco da manhã, ligar a TV e assistir ao Telecurso, aprender sobre qualquer assunto, relembrar velhas matérias que há muito não ouvíamos nem falar. Computadores, rádios, smartphones etc., etc., etc... Há toda uma parafernália tecnológica que nos une e põe para circular um bojo de informações todos os dias que nos informam e nos formam instante a instante. E toda essa chuva de informação, obviamente, bate a porta da escola. E como ignorar? Dá para fazê-lo? Cada dia mais impossível... Cabe ao professor, penso eu, estar sempre "antenado", não ignorar, não fugir, mas se apropriar dessas novas ferramentas e tentar usá-las da melhor forma possível em seu cotidiano profissional.

Quanto ao tempo e espaço no meu trabalho de tutoria, isso já foi um problema! Porque eu queria estar o tempo todo na plataforma... Isso consumia muito o meu tempo! Não fazia mais nada...

Hoje, aprendi a criar horários... Tiro meia hora ao longo do dia e mais meia hora a noite para responder fóruns e mandar mensagens. Tento me policiar para não "exagerar na dose". Gosto dessa flexibilidade que o trabalho a distância me possibilita... Porque eu posso fazer as minhas coisas, estudar para minha tese, cumprir meus afazeres maternais e, ainda assim, trabalhar, exercer minha profissão. Acho isso ótimo!



segunda-feira, 29 de abril de 2013

O papel do Tutor, antes, durante e após a finalização do curso




A fim de nortear as ações didáticas de um tutor, para que possam refletir como exemplo para o  aluno, é necessário que estejam presentes o compromisso no envolvimento, planejamento e acompanhamento do mesmo desde  a participação nas atividades de capacitação promovidas pela instituição até a finalização.
 O tutor  deve compreender sua função como mediador no processo de ensino com foco no desenvolvimento da autonomia do aluno.

Vale ressaltar aqui a importância de uma boa formação inicial para os tutores bem como sua boa participação. É ele que vai fazer a mediação da aprendizagem durante todo o processo de formação.

Esse aprendizado do tutor refletirá numa boa prática onde ocorrerá uma boa orientação, organização do tempo, atualização no ambiente virtual, na comunicação efetiva entre a turma e a promoção do envolvimento dos participantes quando na construção colaborativa do conhecimento.
Essas ações irão colaborar para a construção do aperfeiçoamento profissional do tutor.
Durante o processo é dado destaque ao tutor enquanto estimulador da promoção dos participantes nas atividades sugeridas, na compreensão da necessidade de sempre motivá-los para a  construção da própria aprendizagem chamando atenção para que  possam se dedicar mais aos estudos; esclarecer sobre as propostas das atividades diárias, o tempo previsto para a resolução das atividades, as orientações sobre como será a avaliação. 
Após a finalização do curso torna-se interessante que o tutor faça suas considerações a cerca do processo fazendo agradecimentos e orientando sobre certificados e outras questões que possam ter ficado pendentes.


Minha primeira experiencia como Tutora,

Inicialmente fiz o curso de Tutoria pela UFC Virtual em 2012. Ao concluir fui convidada a assumir uma turma da disciplina de Prática da Educação Infantil em 2013. Aceitei o convite e fui convocada para a primeira reunião com a coordenadora da disciplina. O objetivo do encontro foi de conhecer a equipe e apresentar o módulo da disciplina.. Assim como, combinar os temas dos seminários que seria a primeira avaliação presencial. Na segunda reunião geral com os tutores foram apresentadas informações quanto as ações logísticas e pedagógicas. Após esse encontro os tutores  tiveram o acesso ao SOLAR.
O contato com a minha primeira turma está ocorrendo no polo de Caucaia. Os encontros virtuais iniciais ocorreram por meio do fórum de apresentação. No qual foi possível perceber que a maioria não havia experiencia na educação. Isso me deixou surpresa! Ao serem indagados pelo interesse de cursarem um curso que não da área de atuação deles, me foi respondido que possuem grande interesse nesse campo de estudo.
Em sua maioria os alunos demonstram interesse nas atividades do SOLAR. Embora há casos de alunos que possuem presença virtual pouco significativa no fórum e chat. E ainda atrasos na entrega dos portfólios. Nesses casos motiva-los é a melhor alternativa para que tentem melhorar nas atividades posteriores. Os encontros presenciais foram bem interessantes, principalmente no que diz respeito aos seminários temáticos. Isso por que foi possível dinamizar os conteúdos até então visto em módulos anteriores.
Por ora não tenho como concluir o texto com a minha experiencia em tutoria, já que estou em processo de consolidação.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A experiência de tutor



A experiência de tutor

Minha primeira vez foi em Juazeiro do Norte. Logicamente como quase tudo que se faz pela primeira vez é cercado de expectativas. Eu estava saindo da pousada caminhando para encontrar minha primeira turma para dar minha primeira aula presencial. Como psicólogo, eu precisava ver as pessoas que eu estava interagindo. Ver as pessoas e senti-las. No curto caminho que separava a pousada do local que eu daria minha aula, eu ouvi dentro de minha cabeça a voz de minha antiga mestra e professora Ana Lage: Todas as expectativas existem para serem frustradas. E eu estava cheio de expectativas...
Os alunos estavam ansiosos. Eu estava ansioso. E finalmente, eu estava diante deles. Como eu estava me sentindo? Despreparado. Mas nunca estamos preparados para grandes mudanças na vida. E a experiência de ser tutor estava sendo uma iniciação para mim. Afinal, no termino de meu mestrado eu estava sendo professor de graduação. Algo sonhando e também cheio de expectativas.
Fui apresentar a disciplina sobre educação infantil. E fui ouvir as expectativas dos alunos tinham sobre mim e sobre a disciplina. E lá estava novamente o tema inconsciente sobre expectativas permeando aquele dia.
Seria um sábado inteiro junto com eles. E o tempo passou voando para mim. Apesar dos momentos que fui recebido com perguntas que puxavam para as questões da psicologia do desenvolvimento infantil (mas do que para questões pedagógicas), a aula saiu bem. Consegui uma interação quase perfeita com os alunos. E descobri que o professor estava lá adormecido apesar do tempo que eu fiquei longe da experiência de dar aulas.
O tempo que tive com eles foi minha grande frustração. Alunos que são professores da rede pública de ensino municipal, cansados, estressados (e alguns agressivos por se sentirem obrigados a estar fazendo a graduação a distancia). Talvez um tempo maior para ouvi-los e até mesmo para conseguir compreender melhor a dinâmica ansiosa e agressiva que vi em alguns.
Meu primeiro desafio foi estar diante de tantos trabalhos escritos de forma errada, e de copias de material da internet. Alguém escreveu perfil com a letra U no lugar do L. Quase tive um enfarte. O Word tem corretor automático. E mesmo assim os trabalhos chegaram com erros terríveis de português. Sem formatação adequada, enfim os trabalhos que recebi estavam longe de serem considerados trabalhos acadêmicos.
Primeiramente me senti culpado de não ter gasto o pouco tempo que eu tinha com eles para falar sobre como eu gostaria de os trabalhos fossem escritos ou com as expectativas diziam como deveriam ser. Depois de uma conversa sobre o assunto, os trabalhos que vieram depois foram melhores.
Marcar o chat com eles, eu tive algumas dificuldades. Mas consegui marcar dois chats que a maioria compareceu.
Os fóruns foram melhores digeridos e aceitos, talvez porque eles, em geral, conseguem adequar ao tempo corrido de um professor da rede de ensino municipal que tem que trabalhar 100 horas.
No final, quais foram as minhas expectativas que foram frustradas? O caminho para essas pessoas não são fáceis. O esforço para compreendê-los não precisa ser grande, porém aqueles que melhor renderam na disciplina foram aqueles que não se sentiam obrigados a estar lá.
Outra frustração foi perceber que alguns não estão preparados para o ensino virtual. Não por não serem capazes, mas por não acreditarem neles mesmo.
E nisso se enquadram todas as pessoas que precisam de autoestima para chegar algum lugar na vida. E não se compra autoestima em uma farmácia da rede Pague Menos. E muito menos num salão de beleza. O mundo não vai ficar esperando você conseguir uma autoestima que não foi construída dentro da sua cultura familiar. E as pessoas não são obrigadas a colaborar que sua autoestima floresça de uma maneira mágica e misteriosa.
Isso tudo acontece no meio de um despertar ruidoso que se você não fizer algo por você mesmo, o sentimento de auto-piedade ou de raiva não vai fazer. Sentir raiva do prefeito da cidade, ou dos gestores escolares não vai fazer com que a autoestima (que nunca existiu) fosse trazida de volta.
A grande expectativa de ver professores querendo crescer apesar das dificuldades não foi realizada. Eu vi professores raivosos que de uma forma ou de outra precisavam ter espaço para falar mal de gestores e prefeito. Espaço esse que não foi dado (e nisso eu colaborei para que a frustração também existisse para alguns deles).
Eu sou muito perfeccionista. Mas o julgamento só existe quando a compreensão falha. E eu evitei que minha avaliação fosse um julgamento, e sim uma compreensão. Meu perfeccionismo foi colocado dentro da gaveta.
Na segunda experiência com tutor, eu não era mais virgem. E tudo foi (e está sendo) de forma mais tranquila. Como escreveu o escritor Tennessee Willliams: A Sabedoria só nos vem quando ela não é mais necessária.
Nada melhor do que um bom choque de realidade para você entender que é exatamente dali que se pode construir alguma coisa que tenha sentido... Porque no fundo, as coisas na vida não tem sentido... Nós é que damos algum sentido à vida... Quando estamos dispostos a dar esse sentido, ou quando sentimos necessidade disso.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

- Ações didáticas do Tutor -

As ações didáticas do Tutor não diferem muito de um professor. Mas, não somos professores, somos tutores, ou seja, um novo tipo de docente.

Diferente do professor, nós recebemos o conteúdo da disciplina pronto e planejado, inclusive as atividades, os temas de cada fóruns, e o calendário completo, e então nos detemos a executa-lo. 
Precisamos PLANEJAR !!!!
-->>>  nossos horários, as intervenções, as avaliações, o encontro presencial, a avaliação presencial, acompanhar o desempenho dos alunos, etc.

 Elejo esta sequencia de passos (ainda incompleta) dos primeiros passos do tutor ao inciar uma disciplina:
1. Conhecimento e estudo de todo o material que será utilizado na disciplina;
2. Conhecer as atividades propostas e o calendário/agenda;
3. Conhecer e/ou elaborar/planejar os critérios de avaliação de cada atividade;
4. Planejar as intervenções; e executa-las;
5. Corrigir as atividades e responder aos alunos no menor tempo possível.
6. Repassar ao professor conteudista todas as notas das atividades e frequência dos alunos, assim como outras ocorrências;

 Lendo um artigo hoje, e pesquisando para esta postagem me deparei com a ideia de que o tutor é um novo tipo de docente. Assim, ainda estamos aprendendo a ser TUTOR, a ser um novo tipo de docente, que - não é docente, mas Tutor!!! concordo plenamente.

"Mauri Collins e Zane (1996, apud Pallof; Prat, 2002) reconhece as inúmeras tarefas e papéis exigidos pelo professor on-line em quatro áreas distintas: pedagógica, gerencial, técnica e social." http://www.uniso.br/ead/hipertexto/anais/08_AnaRibas2.pdf

1 @br@ç0 virtu@l @0$ c0l3g@s tut0r3$ 3 tut0r@$.

domingo, 21 de abril de 2013

Para cada desafio na construção de uma EAD comprometida miremos a superação das situações limites que nos rodeia, tutores/@s aprenderemos nos caminhos a melhor forma de sermos!

Fazendo uma analogia com o tema: primeira experiência com tutoria, insiro essa animação, talvez muit@s de nós visualizarão semelhanças ao longo das nossas trajetórias em tutoria.

De volta para o futuro!

José Maclecio de Sousa
Eis o meu diário. E de bordo. De um viajante que precisou, devido os aportes tecno-midiáticos da hipermodernidade se deslocar para 2012, retirando reminiscências para construir cenários da EaD vivida. Aqui as registro afim de revermos àquelas cenas. Fato fantástico. Adentro o carro de Marty-MacFly e vou à velocidade da Luz. Primeira visita: o tutor em casa acolhendo os alunos por mensagens. Do corredor do apartemento avisto ele, sentado em seu birô, mirando vezenquando o céu, preparando uma boa acolhida de seus alunos. Não sabia quem seriam. Quem seriam? Chegariam com muitos problemas? Teriam interesse? Escreve um punhado de frases. Brinca com as palavras e envia. Cansado pela rotina, visa durmir. Saio rapidamente pelo corredor e entro na carona de Marty, novamente viajamos no tempo. Chegamos noutro ponto, o dia das primeiras postagens no fórum. O tutor acessa o sistema. Surpreso, vê respostas na caixa de mensagem, assim como posts no primeiro fórum. Nossa como ágeis são! Vejamos do que tratam. Poxa vida, reclamações. Mudaram o sistema do modular para o semestral sem consulta aos alunos. Tenta o tutor, iniciante ,diga-se, acalmar a turma. Dialogar com ela sobre. Mudanças bruscas difíceis de assimilar pela turma, tentativa vã, mas necessária, de conciliar o grupo com os ditames do sistema. Noutro trecho do tempo, vejo o tutor preocupado. Percebeu que a mudança de sistema abriu janelas, portas e tantas outras saídas para os atrasos de trabalhos, posts, mensagens, riscos de evasão e desistência... abria o fórum e lhe parecia uma árida paisagem texana, típica de filmes faroestes. Optou ele pela linguagem provocativa. Questionamentos diretos, com uso dos nomes d@s participantes. Postou uns videos do youtube. Mandou mensagens, brandamente cobradoras. Pouco tempo depois, algumas respostas. Resssucitaram alguns alunos. Daí, em diante, já formavam um grupo presente, que menor, dava vida aos fóruns. Aliás, dava vida ao processo. Reanimava o tutor que de início se achava perdido. Flash de tempo, chegamos no encontro presencial em Caucaia-CE. Qual surpresa o grupo tivera ao perceberem que o tutor colou foto por foto do Solar de seus/suas alun@s em slide, brincando com a mistura virtual/real que se colocava na relação! Laços feitos. Laços conduzentes. De lá até o fim do semestre foram um cem números de mensagens, postagens, comentários, discussões, umas não tão engajadas, outras surpreendentes, permitindo com que o tutor e @s alun@s pudessem conhecer-se em partes. Viagem longa no tempo. Penso que temos que terminar esse retorno, pois qualquer alteração que eu possa provocar no continuum, faria com que toda a história mudasse. Antes, porém, acompanhei o fim do semestre. Vi alguns problemas do tutor e da turma. Atrasos de trabalho. Esticaram por demais o tempo, indo além do sistema. Mas, no fim, sobrevivência. Lançou, as notas da turma para a professora coordenadora e pensou sobre o prazer de conhecer alguns da turma, além do aprendizado que teve. Achou válido tanto para a EaD, quanto para o ensino presencial que estava conduzindo. Gostaria ele de tentar de novo e dessa vez considerando tudo o que passou. Mas, sem querer derrubei um copo no chão da cozinha. O tutor foi ao local para saber o que ocorria. Já não estava por lá. Ufa! Retornei da viagem e estou a relatar sobre esses (des)caminhos da primeira jornada que tive. Que bom que assim o revi, respeitando aquele moço inexperiente e cabreiro. Hoje cheio de ideias novas como antes também tivera. Será que consiguirei fazer valê-las nas novas experiências? Espero que sim. Até a próxima viagem. :)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

MEU INÍCIO COMO TUTORA...

Nossa como é bom relembrar momentos marcantes em nossa vida...
Não havia parado para pensar nesse assunto, sempre segui em frente e no momento em que foi solicitado minha primeira experiência como tutora, pensei..."que legal!!!"
Quando estava na função professora substituta na Faculdade de Educação - UFC fui convidada pelo Prof. Paulo Barguil a atuar como tutora na disciplina EPGE no Pólo de Ipueiras.
Minha expectativa foi imensa, pois atuar no presencial já era muito bom e um novo desafio me foi proposto.
Como eu não havia atuado antes como tutora, senti muita angustia e dúvidas existiram, mas recebi um enorme apoio do professor coordenador que me tranquilizou e me deu um respaldo técnico excelente.
Encontros entre tutores e professor coordenador aconteceram e neles organizamos os encontros presenciais, fomos orientados de como atuar e tivemos um acompanhamento técnico por parte do professor coordenador que tenho a maior estima, pois acredito que esse é papel do professor coordenador, dar respaldo técnico e acompanhamento ao tutor, isso me deu uma maior segurança no meu trabalho.
Minha turma era excelente, muita participação e interação, percebi o quanto era importante minha participação no fórum e quando cheguei no Pólo para o encontro presencial, as expectativas eram as mesmas, tanto por parte dos alunos quanto as minhas. Confesso que a ansiedade era imensa, mas quando nos deparamos com uma estrutura boa, nosso trabalho flui perfeitamente. E foi isso que aconteceu, no final do encontro tivemos um momento de avaliação e foi unâmine as dúvidas que tínhamos sobre a disciplina foi esclarecidas e o encontro foi importante para a continuidade da disciplina.
Por fim, saí do encontro feliz e realizada, pois havia dado tudo certo e está dando certo até agora!!!


terça-feira, 16 de abril de 2013

Gente, nesse post irei compartilhar minha postagem que remonta da minha primeira experiência enquanto tutora. Nossa relembrar esse momento fez-me vivenciar sentimentos maravilhosos. Coisas de professor.
Faz a gente perceber e se perguntar ou afirmar para si mesmo que, apenas por essas sensações vale a pena ser professor nesse país. O crescimento de um aluno; o nosso crescimento; uma aprendizagem nova, muitas vezes propiciada por esse discente que traz experiências do seu meio cultural e compartilha conosco; enfim são essas dentre outras coisas que nos dão cada vez mais esperança e nos fazem apostar nesse campo.

Foi minha primeira experiência no ensino superior, na UAB e, fará 4 anos. Fui abençoada com minha primeira turma. Antes fiz o Curso de Formação de Tutores, o famoso CFT e, em seguida, em 2009, em mais precisamente no início do ano comecei a atuar nessa atividade.
Achava que os alunos no pólo tinhas as mesmas facilidades que nós aqui, como biblioteca, de início, sabe... até conhecer o pólo presencialmente e a realidade dos alunos. Eles até tem, mas bem menor que a nossa. Vi como eles se deslocavam e também passamos por uma fase chuvosa bem difícil nessa época, que prometia atrapalhar não só o deslocamento, como os chats, e muitas vezes os prazos para postagens de atividades e isso no início me atrapalhou muito.
No início também tive que ajudar no pólo com inserção dos alunos no SOLAR, com resolução de problemas no ambiente, e isso foi bem complicado pois não tinha muita experiência, mas a partir da vivência isso foi sendo resolvido e eram questões bem pontuais também.
Tirando essas questões, a relação com os alunos, na minha primeira atuação como tutora, em geral foi muito boa e pude aplicar na prática o que tínhamos aprendido na teoria no CFT, especialmente que a EaD exigia muita dedicação, não só por parte dos alunos, bem como dos professores que devem estar sempre orientando, motivando e sendo motivados.

Se o professor não acredita naquilo que ensina, não há como o aluno confiar, quanto mais ter interesse. Os professores devem passar esse sentimento, para que os alunos de EaD possam ser, no futuro, profissionais confiantes. Esse processo deveria ter começado desde cedo nós sabemos. É um problema educacional complexo... Mas, sempre colaborar para o mundo ter pessoas melhores não é? Afinal, hoje em dia o papel do professor é tão complexo que eu fico me perguntando: Qual é, de verdade o papel do professor??? Formar cidadãos?
Eu adoro estar com meus alunos, discutindo, conversando, quando os tenho claro :). No momento não estou atuando, mas espero retomar em breve, pois o amor a educação ferve.
Um grande abraço!
F. Dani G.

sábado, 13 de abril de 2013

O papel do tutor!




Estudos comprovam que a modalidade EAD está em crescente expansão no Brasil, todavia, existe desafios que precisam ser superados para se ter legitimidade como a do ensino presencial.  São paradigmas que dia a dia são quebrados, o que nos dá uma responsabilidade, ainda maior, de mostrarmos as significativas contribuições desse aprendizado. A dinâmica da aprendizagem sofre constantes mudanças conforme a aceleração do mundo. A EAD atende uma nova nova demanda onde o tutor tem um grande desafio que é de promover uma educação significativa na vida dos envolvidos. Nesse caso, cabe a ele o papel de orientar a aprendizagem dos estudantes e participar no acompanhamento da aprendizagem em cursos na modalidade a distância. Para isso ele precisará de um planejamento e ter uma boa interação com os cursistas, sendo ele o mediador e promotor de uma educação dialógica. O tutor precisará ter em mente que a avaliação deve seguir critérios próprios e específicos para que seja uma ferramenta eficaz que compreenda o aluno em sua amplitude.
Dentre tantos pontos que contribuem e precisam ser visto pelo tutor, elenquei apenas alguns que julgo  importante:
  • Primeiramente o tutor precisará estudar o material pedagógico do curso (incluindo todas as ferramentas no ambiente do AVA). 
  • Precisará combinar com os cursistas o 1º encontro presencial e mostrar aos cursistas que esses encontros são importantes no processo educativo. 
  • Ter uma data definida e um espaço para a realização dos encontros  presenciais e comunicar, antecipadamente, o endereço e a data para os cursistas. 
  • Acompanhar os alunos e o seu desenvolvimento no AVA como citado anteriormente. 
  • Perceber as dificuldades dos alunos e tentar superar, junto a eles, suas fraquezas, entre outras coisas.

Ou seja, o tutor orienta e provoca a aprendizagem em EAD como um facilitador do processo ensino-aprendizagem.

Abraços!

 
 


 

Minha primeira experiência como tutora!

Bom, falar da minha primeira experiência como tutora me faz lembrar o frio na barriga que senti...atuei como tutora, pela primeira vez, numa faculdade particular que tem cursos presenciais e a distância... no momento que fui convidada a assumir essa tarefa eu não sabia muito bem os princípios da EAD e tão pouco sabia mexer nas ferramentas do AVA que no caso dessa instituição é o ambiente TELEDUC...posso dizer que aprendi com a prática e lendo muito sobre essa modalidade de ensino. Durante o período que as salas de aulas estavão abertas aprendia todos os dias algo diferente....posso afirmar que aprendi muito mais com os alunos do que com as leituras, não que elas não dessem sua contribuição, mas é que a rotina da prática pedagógica nos remete a destreza de como lhe dar com os imprevistos e como avaliar em EAD.

Abraços a tod@s! 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Tão Esperado Dia...



Devo deixar claro que esse dia tão esperado ainda não chegou.
No entanto estou me permitindo falar como se ele estivesse bem próximo.

Acredito que antes de iniciar sua atuação o tutor deve:
           - Conhecer a ementa da disciplina que irá acompanhar;
           - Ler com antecedência todo o conteúdo a ela relacionado;
           - Ampliar o conhecimento já adquirido através de outras referências bibliográficas;
           - Manter contato com o professor conteudista;
           - Dominar todas as ferramentas que serão utilizadas nas aulas.
No decorrer da disciplina se faz necessário:
           - Preparar os encontros presenciais;
- Mediar o conteúdo promovendo a aprendizagem colaborativa;
- Auxiliar os estudantes na resolução das atividades;
- Responder e esclarecer com prontidão as dúvidas;
- Acompanhar o desenvolvimento de toda a turma.
Por fim o tutor ainda vai:
           - Fazer relatórios sobre os encontros presenciais;
           - Prestar conta das viagens;
           - Corrigir todos os trabalhos;
           - Preencher planilhas com notas;
           - Avaliar a turma.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Primeira atuação como tutora - momento de expectativa e alegria

Primeiro quero registrar que fiquei muito contente na minha primeira atuação como Tutora. E acabei criando expectativas sobre como eram meus alunos, e como eles iriam me receber.
No ambiente virtual, mandava mensagem todos os dias, entrava no fórum continuamente para ver se já tinha uma postagem nova, respondia até mais de uma vez a mesma postagem. Estive muito presente virtualmente.
Fiz muitas anotações para a avaliação!
O que me incomodava era o fato deles não responderem as minhas mensagens, apesar dos meus pedidos. E nisso eu não sabia se eles estavam lendo... 
E, somente no encontro presencial percebi como era o comportamento deles e a interação neste encontro me possibilitou - de certa forma, me aproximar ainda mais deles, embora virtualmente.
Senti dificuldade em como motiva-los.
O encontro presencial foi muito bom, eu até desejaria que tivesse mais encontros. 
É isso,  espero ter muitas histórias para contar das próximas tutorias.

Maria - Tutora EaD.

A primeira vez ninguém esquece...

Quando fui tutora pela primeira vez, foi algo muito estranho, diferente... Senti medo por todos os lados... Medo de lidar com uma disciplina a distância, medo do que me esperava quando chegasse ao polo, medo dos alunos perceberem meus medos, medo do conteudista achar meu trabalho ruim, medo de viajar... Enfim... Muito disso era provocado pelo fato de eu não ter nenhuma formação específica para atuar como tutora... Eu já havia sido (por um ano meio) monitora da Informática Educativa... Por muito tempo acreditei que o trabalho do tutor se assemelhava ao trabalho que já tinha feito por tanto tempo como monitora, até o dia que o conteudista me avisou que eu viajaria para Russas e quem daria aula para os alunos seria eu... Nooooossa! Apavorei legal!!! rsrsrs Mas depois que fui, que conheci os alunos, suas histórias de vida, a boa vontade com que me receberam, tudo ficou mais fácil... Muito embora continuasse sentido uma certa distância entre mim e eles pelo fato de eu ser oriunda de uma capital e não fazer a menor ideia do que é a vida na roça... Sim, porque muitos dos meus alunos viviam "na roça", trabalhavam de dia na terra, outros trabalhavam nas cerâmicas ou na Dakota e vinham assistir aula a noite comigo... Isso me chamou muito atenção (e ainda chama)...